Mário Lopes

Mário Lopes

Qual a importância dos aromas, perfumes e cheiros nas nossas vidas? O que pode revelar o sentido menos conhecido?

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Extração de óleos essenciais

Extração por arrastamento de vapor de água ou hidrodestilação, é o método mais
comum e versátil de extração dos óleos essenciais. É realizado com o material
vegetal completamente imerso em água cuja temperatura não pode exceder os
100 °C para evitar a perda de compostos mais sensíveis. O vapor faz com que as
paredes celulares se rompam e o óleo que está entre as células se evapore junto
com a água, que depois é arrefecido e separado por diferença de densidade.
Depois de recolhido o óleo, a água que sobra de todo este processo é chamada
água floral, destilado, hidrossol ou hidrolato. Este retém muitas das propriedades
terapêuticas da planta, sendo útil em preparados para a pele ou até para
preparações de administração oral. Nas produções em pequena escala utiliza-se
o aparelho de Clevenger, em que o óleo essencial é obtido após a separação da
água (Simões et al., 2000; Cunha et al., 2012).
A extração com solvente é um método de extração de plantas aromáticas feito
por intermédio de um solvente orgânico, normalmente com um baixo ponto de
ebulição de 60 °C a 80 °C (e.g. pentano, éter de petróleo, benzeno, cloreto de
metileno, etc.). As partes da planta normalmente utilizadas são as flores e as
folhas. Neste processo, além de haver extração do óleo essencial há,
paralelamente extração de outros produtos de natureza lipófilica (e.g. pigmentos,
ceras vegetais, resinas, etc.) (Simões et al., 2000; Cunha et al., 2012)
O método de enfloração, também conhecido pelo método “enfleurage” é
utilizado para extração de OE em matérias-primas como pétalas de flores
delicadas (e.g. violeta e jasmim). É uma técnica bastante dispendiosa por exigir
muita mão-de-obra. Neste método a planta aromática é colocada entre caixilhos
de vidro untados com uma gordura de origem vegetal, à temperatura ambiente.
Esta vai-se impregnar de compostos aromáticos da planta, originando um
produto chamado de pomada floral, muito utilizado em massagem (Simões et
al., 2000; Cunha et al., 2012), e de onde se pode extrair posteriormente, a frio e
com solvente apropriado o OE
A prensagem a frio é um outro método de extração de óleos essenciais, muito
usado para obter óleo essencial de cítricos (e.g. laranja e limão). Neste processo
as frutas são prensadas e delas é extraído tanto o óleo essencial como o sumo.
Posteriormente é feita uma centrifugação ou decantação da mistura para separar
o óleo essencial (Simões et al., 2000; Cunha et al., 2012).
A extração com dióxido de carbono líquido é um método, de custo elevado,
utilizado para OE delicados em que a extração é feita com dióxido de carbono
líquido (CO2 em fase super crítica). Este método garante que os óleos essenciais
extraídos mantenham os seus compostos ativos, sendo considerado o método de
maior eficácia para extrair óleos essenciais de melhor qualidade e de maior
potencial terapêutico. A extração com fluido supercrítico, é uma técnica que
pode substituir os métodos tradicionais de extração (e.g. destilação, extração
líquido-líquido e extração sólido-líquido), sendo considerada uma das mais
promissoras para a área da alimentação (Luque, et al., 1994; Gomes et al., 2007;
Cunha et al., 2012)

//—–atuação nos individuos

admite-se que a
aromaterapia pode atuar no indivíduo de três formas:

Fisiologicamente: através das características químicas dos diferentes
constituintes dos OE, que podem atuar como analgésicos, anti-inflamatórios,
antifúngicos, estimulantes, sedativos, etc. A sua administração pode ser feita
através de banhos, massagens (neste caso, os OE penetram no corpo pela pele e
alcançam a corrente sanguínea, há uma maior possibilidade de absorção do OE
porque a massagem provoca afluxo sanguíneo à epiderme), inalação (os óleos
essenciais têm acesso aos pulmões) ou por ingestão (óleos essenciais têm acesso
ao aparelho digestivo) (Grace, 1999; Cunha et al., 2012).
? Psicologicamente: o efeito é exercido sobre a mente, principalmente, através da
inalação, porque o aroma de cada OE vai influenciar o sistema límbico,
responsável pela regulação de diversos processos emocionais.
? Energeticamente: os OE têm um efeito sobre a energia do nosso corpo, pelo
que a sua utilização frequente, vai influenciar física, mental e emocionalmente
(Price, 2002; Cunha et al., 2012).

//—–doenças tratadas pela aromaterapia

São várias as doenças que são passíveis de ser tratadas através da aromaterapia.
De entre as quais destacam-se, stresse, ansiedade, depressão, entre outras. Um estudo
realizado pela OMS que pretendeu avaliar os custos induzidos pelas doenças que mais
afetam o mundo, concluiu que as doenças mentais estão entre as mais dispendiosas,
sendo os custos necessários aos tratamentos superiores aos do cancro e aos das doenças
cardíacas.

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