O que é a moda?

Iremos compreender, neste artigo, porque existe e o que é a moda.

O mau uso da palavra moda

Há quem lhe chame tendência e não moda, porque a palavra moda não é a mais correta quando nos referimos às tendências no vestir e nos usos em geral. A moda em matemática é o número mais frequente numa série, por isso poderíamos ser levados a pensar que a moda é aquilo que mais pessoas usam. Não é verdade!

A moda é aquilo que a classe alta faz para se distinguir das outras classes. Por isso nada tem que ver com frequência, bem só se admitíssemos que a elite é a mais frequente e tal não é verdade…

O que é então a moda?

A moda é por isso a procura da classe alta para se distinguir da classe não dominante.

É por isso que a moda pode ser comprada a um carrossel porque as possibilidades não são infinitas, por isso mais tarde ou mais cedo regressaremos ao ponto zero. Ou seja, a diversidade não é tanta que não volte ao início.

Como verificar esta teoria?

Há dois exemplos que provam esta teoria. A revolução francesa tratou-se no fundo por uma conquista de pão. Havia à época dois tipos de pão: O pão claro e o pão escuro. O pão claro era consumido pela classe alta que olhava para o pão escuro como quem não acredita que os seus sensíveis estômagos não o poderiam digerir.

A indiferença das classes dominantes

É por isso que Maria Antonieta ficou conhecida pela célebre frase “Não tem pão? Então que comam bolos!”. Ora aqui temos um erro de tradução. De facto o que a senhora pretendia dizer é que se não tinham dinheiro para o pão mais caro (branco) que comessem doutro (denominado gateau, por isso o erro de tradução) que era o pão mais escuro e não bolos, como passou para a história por erro de tradução. Como a senhora acabou morta na guilhotina este tipo de resposta até ajudou a criar uma aura de pessoa insensível ( o mesmo se passa nos dias de hoje, note-se por exemplo no programa 1000 Formas de Morrer a maneira como as pessoas que morrem, são tratadas).

Voltemos ao pão

Com a revolução francesa as classes com menos possibilidades ganharam acesso ao tal pão branco. Sabe o leitor o que aconteceu? Pois o pão escuro aumentou de preço porque passou a ser procurado pela classe mais elevada, com o objetivo de se fazer diferente da classe mais baixa.

Um segundo exemplo?

Sobres esta moda da identificação com as classes superiores há um outro caso que se pode chamar case study. Após a revolução do 25 de abril há imagens que mostram como  agricultores alentejanos procuraram copiar os gostos dos grandes latifundiários.

Há imagens de um deles desajeitado martelando um piano de forma que metia dó e um outro que falou para as câmaras dizendo: “Hei-de comer  lagosta até gostar!”

O homem tinha provado lagosta, não tinha apreciado, mas como seguia a moda de imitação de classe superior achava que o erro era seu e que teria que se educar, por isso mesmo que não gostasse teria que ser apreciador de lagosta. Esta procura na identificação com a classe alta faz com que a classe alta procure outras identidades e por isso a analogia entre moda e carrousel.

Haverá moda em perfumaria?

A primeira resposta poderia ser um não, porque o perfume toma odores diferentes consoante a nossa pele e assim um perfume molda-se ao indivíduo.

Por isso há perfumes eternos,não muitos mas podemos referir toda a coleção Poison, por exemplo. Esquecermos-nos que usamos perfume sobre a roupa e nesse caso a influência da nossa pele não se faz sentir alterando o perfume. Neste caso, poderemos falar numa moda em termos de perfumes.

O perfume mais identificável

Terre de Hèrmes é o perfume mais facilmente identificável. Possivelmente pelas suas notas fora do vulgar é muito fácil a identificação deste aroma. Se há coisa que procuramos é ter um cheiro próprio, ou seja potenciar o nosso cheiro com um determinado perfume. Nesse sentido um perfume facilmente identificável não é uma coisa que nos faça vibrar.

Se por acaso não concordar e se leu o artigo com atenção, fique sabendo que as pessoas mais proeminentes usam ou usaram como perfume o Creed. Não foram seu elevado preço teríamos muito gosto em fornecer amostras do mesmo.

Paco Rabanne e a moda

Num livro que poderíamos apelidar de suas memórias Paco Rabanne dá-nos a conhecer os seus pensamentos sobre a moda. Segundo a sua análise a história dos maiores acontecimentos da nossa história está ligada ao tamanho da saia das mulheres e no geral à sua moda. Por exemplo o uso de chumaços nos ombros das roupas das mulheres está ligado à guerra fria da mesma forma que o uso do cinto pretende separar a cabeça da sua parte sexual e por isso o cinto muito apertado surge em alturas que a discrição (valores morais) era valorizada, ao passo que o não uso do cinto surge em alturas mais liberais (anos 60). 

Paco Rabanne também acredita que nós somos um conjunto de vidas passadas e por isso quando conhecemos uma pessoa pela primeira vez podemos antipatizar ou simpatizar com ela imediatamente. Segundo ele trata-se da reação que esta pessoa nos provoca com base nas experiências que tivemos anteriormente com elas. Isto contradiz a frase de que não há segunda possibilidade para criar uma primeira boa impressão.

Ainda segundo o seu relato, numa das suas vidas anteriores, teria sido uma bonita prostituta que exercia o seu metier nos Champes Elisées.

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